Todas as Coisas são do Senhor.

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Steven C. Harper é professor de História da Igreja e Doutrina da Universidade Brigham Young e um dos redatores dos documentos de Joseph Smith.

A lei de consagração contida em Doutrina e Convênios não se trata da lei que muitos Santos dos Últimos Dias pensam que é. Com o passar dos anos entre a época em que as revelações foram recebidas e o dia de hoje surgiu entre os membros da Igreja um fenômeno que os historiadores chamam de “memória folclórica.” Conforme a versão folcórica do passado, os primeiros Santos não puderam viver a lei de consagração e por isso o Senhor rescindiu a lei superior e no seu lugar concedeu a lei inferior, a do dízimo. Não obstante, conforme o folclore, algum dia tornaremos a viver outra vez a lei superior.1 Não importa quantos acreditem neste folclore, a versão que acabo de citar não é, de jeito algum, a lei de consagração contida em Doutrina e Convênios. O élder Neal A. Maxwell ensinou que “muitos evitam a consagração porque parece abstrata e assustadora demais. Os conscientes entre nós, porém, sentem a inquietação divina.”2 Os que guardam os convênios conscientemente precisam conhecer a lei de consagração contida no livro de Doutrina e Convênios. Este ensaio tem por objetivo fazer uma exposição resumida e não exaustiva desta lei. O objetivo desta redação e o de ajudar os Santos conscientes a entender e viver a lei de consagração da maneira que ela se integra nas práticas atuais da Igreja.

A primeira premissa deste trabalho é, como ensinou o Presidente Gordon B. Hinckley, que “a lei de sacrifício e a lei de consagração não foram abolidas e continuam em vigor.”3 Nenhuma revelação em Doutrina e Convênios rescinde, suspende ou revoga a lei de consagração. O livro de Doutrina e Convênos nunca se refere a uma lei superior ou a uma lei inferior, somente à lei. De fato, as revelações não falam das leis de Deus como se fossem as leis propostas por legisladores, isto é: sujeitas a voto, veto e emendas. Em vez disso as revelações dizem que as leis de Deus são eternas. Em outras palavras, a lei foi revelada a Joseph Smith em fevereiro de 1831 mas aquela lei em si sempre era, é e será. A consagração é a lei do reino celeste e a seção 78 nos ensina que ninguém receberá uma herança que não tenha guardado a lei de consagração (vide D&C 78:7).

A Lei da Consagração

A própria lei é declarada de forma clara em cada uma das obras padrão e mais explicitamente em Doutrina e Convênios. Ela foi, como escreveu Hugh Nibley, “explicada não somente uma mas várias vezes, de modo que não há desculpa por não compreendê-la.”4 Esta lei foi revelada nesta dispensação numa conferência de uma dÚzia de élderes reunidos em Kirtland, Estado de Ohio, em 9 de fevereiro de 1831. O Senhor havia prometido revelar a lei contanto que os Santos de Nova York emigrassem para Ohio (vide D&C 38:32). Alguns dias depois que Joseph e Emma chegaram a Kirtland, o Senhor cumpriu sua palavra. Ele disse:

“E eis que te lembrarás dos pobres e consagrarás de tuas propriedades, para sustento deles, aquilo que tiveres para lhes dar, com um convênio e uma promessa que não poderão ser violados.

E se deres de teus bens aos pobres, a mim o farás; e eles serão entregues ao bispo de minha igreja e seus conselheiros, dois dos élderes ou sumos sacerdotes que ele indicar ou tiver indicado e designado para esse propósito.

ele recebido esses testemunhos concernentes à consagração das propriedades de minha igreja, de modo que elas não possam ser tomadas da igreja, conforme os meus mandamentos, todo homem será responsável perante mim, um mordomo de seus próprios bens ou do que tiver recebido por consagrção, aquilo que for suficiente para si e sua família.

E também, se houver propriedades nas mãos da igreja ou de qualquer de seus membros após esta primeira consagração, mais do que o necessário para o seu sustento, o que for um resíduo a ser consagrado ao bispo será conservado para que, de tempos em tempos, seja dado ao que não têm, a fim de que todo homem necessitado possa ser amplamente suprido e receba de acordo com suas necessidades.

Portanto o restante será guardado em meu armazém para dar aos pobres e necessitados, segundo designação do sumo conselho da igreja e do bispo e seu conselho;

E para comprar terras para o benefício da igreja e para construir casas de adorção e edificar a Nova Jerusalém que será depois revelada-

Para que o meu povo do convênio esteja reunido como um no dia em que eu vier ao meu templo. Isto farei para a salvação de meu povo. (D&C 42:30-36)

A lei de consagração que se encontra em Doutrina e Convênios é simples e sublime. Resumida num só versículo conciso, ela consiste nisso: “E se receberes mais do que o necessário para teu sustento, entregá-lo-ás a meu armazém, para que todas as coisas sejam feitas de acordo com o que eu disse” (D&C 42:55).

Porém a consagração é mais do que o mero ato de dar. Trata-se da santificação que Ele nos dá por nossa boa vontade e motivos corretos, o que se descreve na seção 82 deste jeito: “todo homem procurando os interesses de seu próximo e fazendo todas as coisas com os olhos fitos unicamente na glória de Deus” (versículo 19). Consagrar não é só dar, é santificar, ou fazer sagrado ou santo. Os posses, o tempo e os dons espirituais podem tornar-se sagrados através de ofertá-los porém essa filantropia não é consagração, nem o é fazer uma oferta simbólica quando se tem abundância. Aprendemos este princípio através de um relato do Evangelho de São Lucas em que o Salvador diferencia entre os homens ricos que lançavam riquezas na tesouraria e a viÚva que sacrificou tudo (vide Lucas 21:1-4).

Consagrar é guardar os dois grandes mandamentos cujas palavras chaves são amor todo. Amarás ao Senhor teu Deus detodo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e a teu próximo como a ti mesmo” (Luke 10:27). Este mandamento de consagrar tudo se repete em Doutrina e Convênios: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de todo o teu poder, mente e força; e em nome de Jesus Cristo servi-lo-ás” (D&C 59:5). A manifestação visível de todo o amor de uma pessoa foi indentificada por um erudito desta forma: “dar tudo que puder” em vez de uma doação obrigatória de um valor requerido.5 As quantias de dinheiro e de tempo podem ser iguais nestes dois cenários mas para aquele que der tudo a oferta será consagrada.

Quem retém uma parte não se consagrou ainda (vide Atos 5:1-11). Nossa cultura voltada para a riqueza nos habitua a pensar na consagração em termos de dinheiro. E de fato o Senhor nos pede ofertas de dinheiro para edificar o reino mas também para medir os desejos de nosso coração: “Pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mateus 6:21). Aconsagração não consiste só em dinheiro e sim em oferecer tudo que temos em troca de tudo que o Pai tem, ou seja, “as riquezas da eternidade” (D&C 38:39), e não as insignificantes “coisas deste mundo” (D&C 121:35), tampouco, aquilo que em outra parte de Doutrina e Convênios o Senhor chama “todas as suas coisas detestáveis” (D&C 98:20, vide também 67:2; 68:31; 78:18). “Que taxa de câmbio extraordinária!” declarou o élder Neal A. Maxwell.6 Só os bitolados recusariam esta troca (vide Lucas 12:16-21).

Arbítrio, Mordomia e Prestação de Contas

A lei de consagração tal qual se encontra em Doutrina e Convênios pode se comparar a um tamborete de três pés onde os pés representam o arbítrio, a mordomia e a responsabilidade. O arbítrio é o poder de agir por nós mesmos com relação à lei, independente do que os outros pensam, dizem ou fazem. Conhecendo a lei, podemos guardá-la ou rejeitá-la, procrastinar ou obedecer, não dar atenção ou observar, sacrificar tudo ou reter uma parte. Ninguém nunca será obrigado a cumprir com a lei de consagração. Notem como isso funcionava em inícios da década de 1830: “E eis que te lembrarás dos pobres e consagrarás de tuas propriedades, para sustento deles, aquilo que tiveres para lhes dar, com um convênio e uma promessa que não poderão ser violados. E se deres de teus bens aos pobres, a mim o farás; e eles serão entregues ao bispo de minha igreja e seus conselheiros, dois dos élderes ou sumos sacerdotes que ele indicar ou tiver indicado e designado para esse propósito” (D&C 42:30-31).

Alguns do Santos pioneiros consagraram suas propriedades aos pobres mediante um convênio e uma escritura, conforme os detalhes explicados na revelação recebida em maio de 1831 por Joseph Smith (vide D&C 51). O Bispo Edward Partridge, como diz a revelação, iria

“designar a este povo suas porções, igualmente a cada homem, de acordo com sua família e de acordo com suas condições e suas carências e necessidades.

E que meu servo Edward Partridge, quando designar a um homem sua porção, dê-lhe um documento que lhe assegure sua porção, para que a conserve, sim, este direito e esta herança na igreja, até que transgrida e não seja considerado digno de pertencer a ela, pela voz da igreja, de acordo com as leis e convênios da igreja.

E se transgredir e não for considerado digno de pertencer à igreja, não terá poder para reclamar a porção que consagrou ao bispo para os pobres e necessitados da igreja; portanto ele não conservará a dádiva, mas terá direito somente à porção que tenha recebido por documento.

E assim todas as coisas serão asseguradas, de acordo com as leis do país” (D&C 51:3-6).

Joseph escreveu ao Bispo Partridge, dando “sua visão concernente à consagração, às propriedades [e] conceder heranças,” destacando o princípio fundamental de arbítrio:

“A lei do Senhor o obriga a receber por escritura toda propriedade consagrada. Considera-se a propriedade consagrada o resíduo retirado para o armazém do Senhor o qual foi dado para este fim: a compra de heranças para os pobres e isto, conforme as leis de nosso país, todo homem tem direito de fazer, sim, doar, dar e consagrar tudo que estiver diposto a dar. E é seu dever assegurar que tudo que for dado seja dado conforme a lei, porquanto é dado em benefício dos santos pobres.7 O Profeta continuou a ensinar ao Bispo Partridge a lei de consagração, lembrando-o de sempre respeitar o arbítrio dos indivíduos: “Com relação às heranças tu és obrigado pela lei do Senhor a dar uma escritura para garantir àquele que recebe a herança que sua herança seja uma herança sempiterna, ou seja sua própria propriedade, sua mordomia particular.”8

Os documentos que o Bispo Partridge usou na década de 1830 para receber consagrações e dar heranças mostram os princípios de arbítrio, mordomia e responsabilidade. Menos de uma dÚzia destas escrituras ainda existe. Um dos documentos ainda existentes pertencia a Levi Jackman, um marceneiro que morava no Condado de Portage no Estado de Ohio. Em 1831 Levi Jackman conheceu Joseph Smith, leu o Livro de Mórmon e se converteu. Ele e outros conversos se reuniram em Sião no Condado de Jackson, Estado de Missouri onde ele passou seus bens ao Bispo Partridge, em nome da Igreja, “de sua livre e espontânea vontade.” Não era muita coisa-”alguns móveis que valem trinta e sete dólares, também duas camas com lençóis e cobertores e penas no valor de quarenta e quatro dólares com cinqüenta centavos, também três machados e outras ferramentas que valem onze dólares e vinte e cinco centavos”-mas era tudo que ele possuía. Em troca disso o Irmão Jackman recebeu um lote na terra da atual Kansas City e “alguns móveis que valem trinta e sete dólares, também duas camas com lençóis e cobertores e penas no valor de quarenta e quatro dólares com cinqüenta centavos, também três machados e outras ferramentas que valem onze dólares e vinte e cinco centavos.”9 O Irmão Jackman ofereceu tudo que tinha ao Senhor. O Senhor lhe devolveu sua oferta pequena e acrescentou uma linda fazenda. Para Levi Jackman obedecer à lei de consagração não se tratava de voto de pobreza e sim um investimento tanto espiritual como material- fez a troca de boa vontade, baseando-se no primeiro grande mandamento, o de amar a Deus com tudo que tinha e de receber em troca todo o amor de Deus.

Embora a propriedade que Jackman recebeu do bispo fosse exatamente o que havia consagrado, a transação representava mais do que uma transferência técnica. Por consagrar seus posses ao Senhor, o Irmão Jackman se colocou no cargo de mordomo em vez de dono. Notem como o Senhor destaca o princípio de mordomia nesta passagem da lei:

“E acontecerá que, uma vez entregues [as propriedades] ao bispo de minha igreja e depois de haver ele recebido esses testemunhos concernentes à consagração das propriedades de minha igreja, de modo que elas não possam ser tomadas da igreja, conforme os meus mandamentos, todo homem será responsável perante mim, um mordomo de seus próprios bens ou do que tiver recebido por consagrção, aquilo que for suficiente para si e sua família.

E também, se houver propriedades nas mãos da igreja ou de qualquer de seus membros após esta primeira consagração, mais do que o necessário para o seu sustento, o que for um resíduo a ser consagrado ao bispo será conservado para que, de tempos em tempos, seja dado ao que não têm, a fim de que todo homem necessitado possa ser amplamente suprido e receba de acordo com suas necessidades. (D&C 42:32-33)

Um dono não presta contas para ninguém. Um mordomo é um agente livre com poder de agir com independência porém presta contas em relação a suas ações para o Dono real. Por este motivo se refere a esta lei como a lei de consagração e mordomia. Ela nos manda assim: “Permanecerás firme no local de tua mordomia” (D&C 42:53), e outras revelações esclarecem: “E um relatório dessa mordomia deles exigirei no dia do juízo” (D&C 70:4), “e aquele que for um mordomo prudente e fiel herdará todas as coisas” (D&C 78:22).

Em julho de 1831, o Senhor tornou William Phelps um agente livre. Ele tinha poder de agir independentement e na seção 55 de Doutrina e Convênios o Senhor lhe deu mandamentos para cumprir. Era para ele ajudar Oliver Cowdery como mordomo da gráfica e das publicações da Igreja e ele desempenhou esta função com uma prensa e papel que a Igreja comprou com recursos consagrados (vide D&C 55:4). Com o poder de agir e talentos e propriedades a sua disposição junto com um mandamento do Senhor, Phelps era responsável perante o Senhor pelas coisas que o Senhor lhe dera: o arbítrio, o talento, uma prensa, tinta e papel. Em março de 1834, Joseph esreveu a William Phelps para corrigi-lo pois este achava que era dono daquilo tudo: “Irmão William- Tu dizes ‘minha prensa, meus tipos, etc.’ Onde, perguntam os irmãos, os compraste e como é que passaram a ser ‘teus?‘ [Escrevo-te] sem dureza mas com cautela pois sabes que se trata de nós e não eu, e todas as coisas são do Senhor e foi Ele que abriu o coração dos membros de sua Igreja para fornecer essa coisas, senão nós não teríamos o privilégio de usá-las.”10

Moisés teve que mandar o mesmo lembrete aos israelitas errantes que pareciam esquecer tão facilmente como nós: “Lembrarás o Senhor teu Deus: porque é ele que te dá o poder de ganhar riquezas” (Deuteronômio 8:18). Quão fácil é nos lembrarmos daquilo que conquistamos ou que alguém nos deve. Quão fácil é esquecer e não dar valor àquilo que recebemos. O Professor Hugh Nibley se esforçou muito para desmascarar a noção que não existe o almoço grátis. Recebe-se, figurativamente, pela graça de Deus, o almoço grátis no sentido que mais nos importa. Assim é a salvação, como disse o patriarca Leí (vide 2 Nephi 2:4). Assim como o Rei Benjamim profundamente ensinou, nós não somos donos de nada em termos de acordos terrestres que evaporam “quando os homens falecem” (D&C 132:7; vide também Mosias 2:21-25). Quando enxergamos as coisas como realmente são e serão entendemos que nós somos mordomos da abundância que vem do Senhor.

A lei de consagração e mordomia transforma os mordomos em agentes livres por designar-lhes sua “própria propriedade” sem dar a sensação falsa de que são donos (D&C 42:32). As doutrinas fundamentais nisso tudo são arbítrio e prestação de contas. é doutrina falsa achar que nós somos os donos e portanto não temos que prestar contas.11 é difícil, talvez até anti-cultural, atuar como se fôssemos simplesmente mordomos responsáveis porque nossa cultura, que nos ensina a amontoar bens, profundamente nos acostumou à idéia de “meu e minha.” O Presidente Brigham Young nos ensinou que “nenhuma revelação que já foi dada é tão fácil de compreender como a lei de consagração. . . . Mesmo assim, quando o Senhor falou a Joseph, instruindo-o a aconselhar o povo a consagrar suas posses e passar o título à Igreja por meio de um convênio que não pode ser violado, será que o povo aceitou? Não. Mas aí começaram a descobrir que estavam errados e só apoiavam o conceito de tudo pertencer ao Senhor da boca para fora.” O Presidente Young continuou: “O que os irmãos têm para consagrar que realmente é seu? Nada.”12

O Senhor insiste nesta ligação entre arbítrio, mordomia e responsabilidade. Visto que Ele nos capacitou a atuar independentemente com os haveres dEle, teremos que prestar contas. Ele repete este ponto claramente ao longo do livro de Doutrina e Convênios, inclusive na seção 104: ”Isto é minha sabedoria; portanto dou-vos o mandamento de que vos organizeis e designeis a todo homem sua mordomia; para que todo homem me preste contas da mordomia que lhe for designada. Porque é conveniente que eu, o Senhor, faça cada homem responsável como mordomo de bênçãos terrenas que fiz e preparei para minhas criaturas” (versículos 11-13). Para enfatizar o princípio de quem é dono da Terra e seu conteÚdo, o Senhor continua com bastante ênfase: “Eu, o Senhor, estendi os céus e formei a Terra, obra de minhas mãos; e todas as coisas que neles há são minhas. Pois a Terra está repleta e há bastante e de sobra; sim, preparei todas as coisas e permiti que os filhos dos homens fossem seus próprios árbitros.” E qual será nossa responsabilidade? “Portanto, se algum homem tomar da abundância que fiz e não repartir sua porção com os pobres e os necessitados, de acordo com a lei de meu evangelho, ele, com os iníquos, erguerá seus olhos no inferno, estando em tormento” (D&C 104:14-15, 17-18).

Esta passagem poderosa baseia-se na história de Lázaro e o homem rico que se encontra no Novo Testamento em Lucas, capítulo 16. Os manuscritos mais antigos da seção 104 de Doutrina e Convênios estão ainda mais vinculados àquela passagem no Evangelho de Lucas. O Livro de Revelações de Kirtland, por exemplo, diz que se alguém não compartilha segundo a lei de Deus, “ele levantará os olhos com Dives [no inferno] estando atormentado.”13 Dives é uma palavra do latim que significa o ricoe, baseado em traduções da Bíblia do latim, foi adaptada e usada como o nome do rico na história contada por Cristo do rico e Lázaro em Lucas 16:19-31. No relato de Lucas, o rico “vivia todos os dias regalada e esplendidamente” (versículo 19) ao passo que “certo mendigo, chamado Lázaro” (versículo 20) em vão aguardava as migalhas que caíam da mesa do rico. Quando os dois homens faleceram, os anjos levaram Lázaro ao seio de Abraão enquanto o rico foi ao inferno. “E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos” (versículo 23), ironicamente rogando a Lázaro que aliviasse seu sofrimento.

Doutrina e Convênios 104:18 evoca aquela história e aplica-a aos Santos dos Últimos Dias. Quando a Igreja publicou esta revelação em 1835 como a seção 98 de Doutrina e Convênios, o nome Dives foi mudado e ficou “o iníquo,” talvez porque o nome não se encontra no Novo Testamento mas vem de folclore subsequente, ou talvez porque o significado de Dives não fosse muito conhecido entre os Santos dos Últimos Dias. Mesmo assim, a presença de Dives nos manuscritos mais velhos torna o significado essencial desta passagem inconfundível, isto é, os mordomos das coisas abundantes do Senhor que não compartilharem aquilo que possuem com os pobres, como o rico na história de Cristo, lamentarão não terem usado o arbítrio de maneira correta. é um dos pontos que o Senhor salienta na seção 104. Ele enfatiza: “E também vos dou um mandamento concernente às mordomias que vos designei. Eis que todas estas propriedades são minhas; do contrário vossa fé é vã e sois considerados hipócritas; e os convênios que fizestes comigo estão quebrados” (D&C 104:54-55). O Senhor declara que é dono “da Terra e todas as coisas nela,” inclusive “todas estas propriedades” e nos compele a escolher: Ou Ele é o criador onipotente e dono da Terra e tudo que nela há ou Ele é algo inferior e portanto incapaz de recompensar nossa fé.

Se O reconhecemos como Senhor de tudo mas ainda deixamos de consagrar segundo sua ordem, somos hipócritas. Reconhecer Deus é admitir que Ele tem todo direito de redistribuir sua própria riqueza de acordo com a Sua própria vontade divina. Assim as revelações defendem tais noções radicais como esta, uma das metas declaradas da lei: “Consagrarei das riquezas daqueles que abraçam meu envangelho entre os gentios aos pobres de meu povo, que são da casa de Israel” (D&C 42:39), e este decreto do Senhor: “Mas é necessário que seja feito a meu modo; e eis que este é o modo que eu, o Senhor, decretei para suprir meus santos, para que os pobres sejam aumentados naquilo que os ricos são diminuídos” (D&C 104:16; vide também 58:8-12). Na verdade, as revelações não dão direito aos mordomos de reter ou usar as coisas do Senhor para quaisquer fins a não ser os que são ordenados por Ele. Segundo o que o Senhor disse a Joseph em maio de 1831, “Mas não foi determinado que possuísse um homem mais do que o outro; portanto o mundo se acha em pecado (D&C 49:20).

A Consagração Hoje

Quando os santos foram expulsos das terras do Condado de Jackson que o Bispo Partridge havia comprado legalmente e passado por escritura aos Santos, Joseph Smith orou ao Senhor em julho de 1838 e pediu: “O! Senhor, mostra aos teus servos. Quanto das propriedades de teu povo tu requeres de dízimo?”14 Os santos modernos podem estar perplexos que ele tivesse que fazer tal pergunta. Não sabiam eles que o dízimo era de 10 por cento? A resposta é não, por dois motivos. Primeiro, embora o radical hebraico da palavra dízimo em Malaquias 3:8, 10 refira-se a um décimo, os Santos não associavam esta palavra com um décimo nesta dispensação até que o Senhor respondeu à oração de Joseph, dando a seção 119. Segundo, esta revelação emprega a palavra dízimo uma vez e dizimado duas vezes. Nestes três casos a palavra refere-se ao primeiro mandamento desta revelação: “Em verdade assim diz o Senhor: Exijo que todos os seus bens excedentes sejam entregues nas mãos do bispo da minha igreja em Sião” (D&C 119:1). Este é o começo do dízimo, que ao contrário do que muitos dizem, não se trata de uma lei inferior nem temporária, segundo a seção 119, e sim, “uma lei em vigor para sempre para eles” (D&C 119:4), e esta lei foi dada pelos mesmos motivos que foi dada a lei de consagração na seção 42, e outras seções.

Apesar de algumas das táticas de implantação da lei serem diferentes hoje em dia, não há nenhuma diferença grande entre o que o Senhor espera do santos hoje e o que Ele ordenou pela primeira vez em seção 42, nem na emenda subsequente na seção 119. Em outras palavras, a seção 119 não foi dada em lugar da lei de consagração; é uma reiteração da lei de consagração e estabelece as condições em que podemos viver a lei hoje em dia.

Brigham Young estava presente quando o Senhor revelou a seção 119. Ele foi designado para visitar os Santos e “descobrir que propriedades sobravam a fim de adiantar a construção do templo a que se deu início em Far West.” Antes de embarcar ele perguntou a Joseph, “‘Quem será juiz do que é propriedade residual?’ Ele disse: ‘Que eles mesmos sejam o juiz de si.’”15 Consequentemente alguns Santos dos Últimos Dias ofereceram seu restante de propriedades.

Alguns ofereceram parte delas. Alguns não deram nada.

Ninguém foi forçado; e assim permanece hoje. O indivíduo decide obedecer ou não de sua livre vontade.

às vezes dizemos que devemos estar preparados para viver a lei de consagração para o dia em que os líderes nos pedirem. às vezes usamos a palavra requerer, passando a responsabilidade à Igreja ou aos líderes. Meus alunos me perguntam em seguida: Por que os líderes não requerem que vivamos a lei da consagração hoje em dia? Fico pensando: O que será que querem dizer por requerer. Pensam que os diáconos serão mandados de casa em casa para fiscalizar nossa despensa ou levantar uma auditoria da nossa conta bancária? Se pensamos que é assim, não compreendemos nem a lei de consagração nem como Deus atua. E claramente não entendemos a lei de consagração assim como se encontra em Doutrina e Convênios. Em outras palavras, já nos foi ordenado guardar a lei de consagração. E muitos já fizeram o convênio. Sim, é nos requerido, de certa forma, se esperamos receber as bênçãos prometidas, inclusive a glória celestial. O Senhor pode não mandar agora os diáconos confiscar nosso excesso mas, como declara Doutrina e Convênios 104: 13-18, os que quebram o convênios acabarão mais tarde sofrendo os tormentos do inferno.

Então, quem guardar os convênios de maneira cuidadosa procurará saber o que mais o Senhor possa lhe requerer. Como nós, no século vinte e um, podemos cumprir com a lei de consagração? Que querem dizer os vocábulos ambíguos da lei, tais comoresíduo, suficiente, mais do que é necessário, desejos e abundantemente suprido? Esta cuidadosamente proferida lei claramente ensinsa princípios e não dogmas. Ela revela a vontade do Senhor sem coerção e compulsão. Possibilita que quaisquer membros possam “ocupar-se zelosamente numa boa causa e fazer muitas coisas de sua livre e espontânea vontade e realizer muita retidão. Pois neles está o poder e nisso saõ seus próprios árbitros. E se os homens fizerem o bem, de modo algum perderão sua recompensa. Mas o que nada faz até que seja mandado e recebe um mandamento com o coração duvidoso e guarda-o com indolência, é condadado” (D&C 58:27-29). Palavras como estas são suficientes para colocar a mordomia e responsabilidade no contexto certo. Compelem-nos a utilizar nosso arbítrio e agir por nós mesmos. Nós é que decidimos o que significam em termos de tempo e dinheiro porque somos os mordomos investidos de poder e responsáveis perante o Senhor pelo uso ou abuso daquilo que pertence justamente a Ele. Joseph entendia e ensinava este princípio. Ele aconselhou o Bispo Partridge, que às vezes era intrometido, a não “entrar em grandes detalhes ao fazer os inventários .” Como o Profeta colocou: “Um homem se compromete, pela lei da Igreja, a consagrar os bens, sem ser obrigado, ao bispo antes de que possa ser herdeiro legal do reino de Sião. A não ser que faça isso não pode ser reconhecido perante o Senhor no livro da Igreja. . . . Cada qual deve ser seu próprio juiz quanto àquilo que deve receber e deve deixar nas mãos do Bispo.”16

Depois que os Santos foram expulsos de Condado de Jackson em 1833, o Bispo Partridge parou de receber ofertas e dar mordomias por escrituração. A revelação de Fishing River que deu cabo ao acampamento de Sião no verão de 1834, a atual seção 105, contém um versículo que faz alguns estudiosos crerem que o cumprimento da lei de consagração tenha sido adiado: “E que os mandamentos que dei com respeito a Sião e sua lei sejam executados e cumpridos após sua redenção” (versículo 34). Este versículo não fala em revogar a lei. Diz que os mandamentos específicos de comprar terras e construir um templo em Jackson e talvez até a escrituração de mordomias específicas serão executados depois que o Condado de Jackson for devolvido aos Santos. Como é que isto pode acontecer sem antes obedecer à lei? Hugh Nibley escreveu, com um pouco de frustração, que “o propósito categórico da lei de consagração é o de edificar Sião. . . . Não esperamos Sião chegar para começar a observá-la; ao contrário disso, significa que é o meio de nos aproximar mais de Sião”17 Lorenzo Snow ensinou que o Santos não são “justificados em esperar o privilégio de voltar para edificar a estaca central de Sião até que todos demonstremos obediência à lei de consagração.” Ele tinha certeza que aos Santos não seria permitido entrar na terra de onde foram expulsos até que o coração estivesse preparado para honrar esta lei e fôssemos santificados por praticar esta verdade.”18

Munidos de conhecimento correto da lei, somos agentes livres-mordomos responsáveis pelas posses do Senhor, inclusive nós mesmos. Temos que agir agora ou em obedecer à lei de consagração ou em desobedecer. Não fazer nada equivale a desobedecer. Mas o bispo nem pede nem dá título da minha herança.

Como posso obedecer? O élder Orson Pratt sabiamente observou que não há nada “escrito nas revelações que nos requeira utilizar um método específico.”19 Então, o que espera o Senhor? C. S. Lewis acreditava que “a Única regra segura é dar mais do que temos condições de dar. Em outras palavras, se nossas despesas com conforto, coisas luxuosas e diversão, etc. são iguais às das pessoas que têm uma renda semelhante a nossa, provavelmente não estamos doando o suficiente. Se o que damos de caridade não nos apertar ou nos impedir de fazer algo, eu direi que é muito pouco. Deve haver algumas coisas de que gostamos de fazer mas que não podemos porque nossa caridade nos deixa sem condições de fazê-las.”20 Além do convite aberto do Senhor de fazer muitas coisas boas de nossa livre e espontânea vontade, os líderes do sacerdócio nos dão oportunidades específicas de doar nosso tempo, talentos e posses para aliviar a pobreza e edificar o reino. Alguém sugeriu esta diretriz (em conformidade com D&C 42:54; 104:18; e a seção 119) para exercer nosso arbítrio: “Além de pagar um dízimo honesto, devemos ser generosos em ajudar os pobres.”21 O Presidente Marion G. Romney perguntou: “O que nos proíbe de dar uma oferta de jejum equivalente aos resíduos que davam em 1830? Nada senão nossas próprias limitações.”22 O Presidente Spencer W. Kimball mandou: “Dêem, em vez do valor que poupamos ao jejuar por duas refeições, muito mais- dez vezes mais se tiverem condições de fazê-lo.”23

Pais vivem a lei quando “deixam as coisas deste mundo” a favor de criar os filhos de Deus (D&C 25:10). Os casais guardam a lei quando deixam o lazer para ir a lugares distantes ou até próximos para “realizar muita retidão” (D&C 58:27). Os profissionais vivem a lei quando oferecem sua perícia aos necessitados sem se preocuparem com os honorários ou elogios. Podemos viver a lei por nos tornarmos “propriedade comum de toda a igreja ,” e “procurar os interesses de seu próximo e fazer todas as coisas com os olhos fitos na glória de Deus” (D&C 82:18-19). Geralmente o Único documento de que precisamos é o papelzinho muito conhecido do dízimo e ofertas que estão disponíveis em todas as capelas onde os Santos dos Últimos Dias se reÚnem. A Única limitação, como disse o Presidente Romney, é aquela que nos impomos em nós mesmos.

Wilford Woodruff, um dos soldados valentes do Acampamento de Sião, não acreditava que a revelação que deu fim ao acampamento (vide D&C 105) fosse nem rescindida nem adiada. Em fins de 1834, seis meses depois que a revelação foi dada (seção 105), Wilford escreveu uma carta ao Bispo Partridge com estas palavras: “Saibam todos que eu, Wilford Woodruff, livremente faço convênio com meu Deus que livremente me consagro e dedico junto com todas as minhas propriedades e pertences ao Senhor a fim de ajudar a edificar seu reino, sim Sião, na Terra para que eu guarde sua lei e coloque todas as coisas perante o bispo de sua Igreja para ser um herdeiro legal do Reino de Deus, o Reino Celestial,” então ele forneceu uma relação de seus bens.24

Wilford entendia perfeitamente as doutrinas da lei de consagração. Tinha arbítrio. Duas vezes ele disse que agiu de livre e espontânea vontade, sem coerção nem qualquer outro convite senão a revelação original. Ele era mordomo de “propriedades e pertences,” e prestava contas ao Senhor e ao servo do Senhor, o bispo. Wilford Woodruff tomou seu arbítrio e se empenhou com afã na Única causa que, afinal das contas, importa. Nem a desobediência dos irmãos e irmãs, nem a crueldade das turbas nem a cultura opressiva e materialista que se preocupava com a aquisição de bens o desviou do caminho de consagração. Ninguém pôde convencê-lo de que o Senhor havia revogado a lei.

Joseph reconhecia o fato de que ao serem expulos de Missouri em 1839, os Santos destituídos não tinham condições de edificar a Nova Jerusalém naquela época tampouco de viver a lei como um povo. Mas ele não disse que o Senhor havia revogado a lei, só que os Santos tinham bem pouco e que não havia resíduo. Porém Joseph mal havia saído do cárcere de Liberty quando deu início às obras da cidade de Nauvoo, coroando-a com um templo sagrado cujas ordenanças poderosas culminam com o convênio de consagração ao reino de Deus. Tendo sido dotado de convênio pelas mãos de Joseph no templo de Nauvoo, Wilford deixou aberta a porta de sua casa e saiu para o oeste para construir mais templos. Sua casa e propriedades haviam cumprido seu destino como meios temporários para chegar a um destino sagrado. Levi Jackman se uniu a ele e os outros que foram guiados pelo Presidente Young, inspirados por estas palavras da seção 136 de Doutrina e Convênios, uma revelação que reafirma todos os princípios da lei de consagração: “E este será nosso convênio: Caminharemos de acordo com todas as ordenanças do Senhor” (versículo 4).

“Ao ponderar e procurar a consagração,” disse o élder Neal A. Maxwell, “naturalmente trememos dentro de nós mesmos ao contemplar o que pode ser-nos requerido. Mesmo assim, o Senhor já disse de maneira muito consoladora que ‘Minha graça vos basta’ (D&C 17:8). Será que realmente acreditamos nEle? Ele também prometeu fazer fortes as coisas fracas (éter 12:27). Estamos realmente dispostos a nos submeter a este processo? Pois se desejamos a plenitude, não podemos reter uma parte!”25

NOTAS

1. Leonard J. Arrington, Feramorz Y. Fox, e Dean L. May, Building the City of

God: Community and Cooperation among the Mormons (Urbana: University of Illinois

Press, 1992), 426.

2. Neal A. Maxwell, Conferência Geral de abril de 2002, 41.

3. Gordon B. Hinckley, Teachings of Gordon B. Hinckley (Salt Lake City: Deseret

Book, 1997), 639.

4. Hugh W. Nibley, Approaching Zion, redação de Don E. Norton (Salt Lake City:

Deseret Book, 1989), 167.

5. Clark V. Johnson, “The Law of Consecration: The Covenant That Requires

All and Gives Everything,” em Doctrines for Exaltation: The 1989 Sperry Symposium on the

Doctrine and Covenants (Salt Lake City: Deseret Book, 1989), 112.

6. Maxwell, Conferência Geral de abril de 2002, 43.

7. Carta de Joseph Smith a Edward Partridge, 2 de maio de 1833, Church History Library,

Salt Lake City.

8. Carta de Joseph Smith a Edward Partridge, 25 de junho de 1833, Joseph Smith Letter Book

1829-35, 44-50, Church History Library.

9. Levi Jackman, Deed of Consecration, Church History Library, replicado em Arrington, Fox, e May, Building the City of God, 28-29. Conforme o mandamento original, o Bispo Partridge alugou aos Santos as propriedades que comprara. Devido à controvérisa legal, os conselhos de Joseph e a revisão profética da seção 51, alterou-se a forma técnica de modo que o Bispo Partridge foi instruído a passar a escritura das propriedades aos Santos sem custos. Conforme esta prática da lei, os Santos e não o Bispo Partridge passaram a ser “donos” de suas mordomias no sentido legal. Porém as revelações subsequetnes (principalmente a seção 104) continuavam a enfatizer que o verdadeiro dono de tudo é Deus e que nós ainda somos seus mordomos.

10. Pós-escrito na carta de Joseph Smith a Edward Partridge e outros de 30 de março de 1834,

em Joseph Smith, Personal Writings of Joseph Smith, ed. Dean C. Jessee, rev. ed. (Salt

Lake City: Deseret Book, 2002), 338-39.

11. Orson Pratt, em Journal of Discourses (Liverpool: Latter-day Saints’ Book

Depot, 1881), 21:148.

12. Brigham Young, em Journal of Discourses (Liverpool: Latter-day Saints’ Book

Depot, 1855), 2:305, 307.

13. Kirtland Revelation Book [Livro de Revelações de Kirtland], 102, Church History Library, por vir em Steven C. Harper, Robin Scott Jensen, e Robert J. Woodford, redatores, The Joseph

Smith Papers: Revelations and Translations Series, vol. 1 (Salt Lake City: Church Historian’s

Press).

14. Joseph Smith, diário, 8 de julho de 1838, em Dean C. Jessee, redator, The Papers of Joseph

Smith (Salt Lake City: Deseret Book, 1992), 2:257.

15. Brigham Young, em Journal of Discourses, 2:306.

16. Joseph Smith Jr., Sidney Rigdon, e Frederick Williams a William Phelps

e outros, 25 de junho de 1833, Joseph Smith Letter Book 1829-35, 44-50, Church History

Library.

17. Nibley, Approaching Zion, 390.

18. Lorenzo Snow, em Journal of Discourses (Liverpool: Latter-Day Saints’ Book

Depot, 1874), 16:276.

19. Orson Pratt, em Journal of Discourses, 21:148.

20. C. S. Lewis, Mere Christianity (San Francisco: HarperCollins, 2001), 86.

21. Joe J. Christensen, Conferência Geral de abril de 1999, 11.

22. Marion G. Romney, Conferência Geral de abril de 1966, 100.

23. Spencer W. Kimball, Conferência Geral de abril de 1974, 184.

24. Wilford Woodruff, diário, 31 de dezembro de 1834, Church History Library.

25. Maxwell, Conferência Geral de abril de 2002, 44.

Postado por SUD.tvieira.net   @   7 maio 2010 0 comentários
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