
Neal A. Maxwell
A educação religiosa de nossos jovens e jovens adultos nos seminários e institutos de religião e nas escolas, faculdades e universidades da Igreja se trata de um dos programas mais eficientes e de maior rendimento da Igreja!
Mesmo que seja seu dever servir à nova geração, tenho certeza de que este seu dever já lhes chegou a ser um prazer. Por isso agradeço-lhes de todo o coração! E agradeço ao irmão Randy McMurdie, que tanto ajudou na elaboração dos slides especiais.
Transmito meu apreço especial ao Professor Eric G. Hintz da Universidade Brigham Young, um astrônomo observador, por suas sugestões tão substanciais e úteis referentes a meu discurso. Através dele tive o prazer de descobrir que o número de estudantes Santos dos Últimos Dias que fazem pós- graduação em astronomia e astrofísica está crescendo cada vez mais. Para eles e para nós estas palavras de Anselmo se constituem de bons conselhos: “Crede para que entendais,” em vez de “entender para crer.”[1] Eu, e somente eu, sou responsável por aquilo que agora direi. O tema é: “O cosmo de nosso Criador.”
Tal como suas proféticas palavras acabaram de demonstrar, somos muito abençoados por termos o Presidente Hinckley.
Irmãos e irmãs nas páginas extremamente finas das escrituras, há muitas passagens repletas de significado que se encontram quase escondidas, de modo que somos admoestados a estudá-las, banquetear-nos nelas e ponderá-las. (Ver João 5:39; Alma 14:1; Alma 33:2; Morôni 10:3; 2 Néfi 9:51.) Mas também devemos fazer, em especial, o mesmo que Néfi fez, ou seja: “[Aplicar] todas as escrituras a nós”. (1 Néfi 19:23)
Por exemplo: Certas palavras que devemos “aplicar” a nós mesmos são citadas em duas ocasiões a respeito de Lamã e Lemuel, que alguns erroneamente consideram ser meros personagens secundários vejam como as seguintes palavras se aplicam a muito mais pessoas que eles: “E assim Lamã e Lemuel, ( . . . ) murmuravam por desconhecerem os procedimentos daquele Deus que os havia criado”. (1 Néfi 2:12. Ver também Mosias 10:14.)
Em maior ou menor grau, todos temos problemas com o egoísmo. Já que isso é tão comum, por que então nos preocuparmos com o egoísmo? Porque o egoísmo é na verdade uma autodestruição em câmera lenta. Não admira que o Profeta Joseph Smith tenha admoestado: “Não só se deve sepultar todo sentimento egoísta, mas aniquilá-lo por completo”. (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p.174.) Nossa meta, portanto, é aniquilá-lo, não apenas moderá-lo.
O egoísmo extremo, por exemplo, restringe de tal forma certas pessoas a ponto de reduzi-las a zero, e elas tentam compensar seu vazio interior com sensações. Mas na aritmética do desejo, qualquer coisa multiplicada por zero continua sendo igual a zero! Todo ato egoísta restringe dessa forma o universo das pessoas, em grande parte por diminuir sua percepção das outras pessoas ou sua preocupação para com elas. A despeito de toda a arrogância externa e presunção mundana, esse individualismo indulgente é na verdade muito restritivo, como acontece com um peixinho dentro do aquário que presunçosamente se vangloria de sua auto-suficiência, esquecendo que depende de alguém que lhe dê comida e troque sua água.
Irmãos, durante meus anos de Sacerdócio Aarônico fui guardador de porcos! Durante aquela época tive a oportunidade de me familiarizar com esse tipo de trabalho em um projeto de agricultura para jovens que envolvia porcos puro sangue da raça Duroc! Como prova de que não se tratam de lembranças exageradas, gostaria de mostrar rapidamente, com a ajuda do Élder Nelson, este cobertor feito com quase 100 fitas que meus porcos premiados ganharam em várias feiras ao longo dos anos. Perto da mão do Élder Nelson encontra-se uma fita cor de rosa que ganhei há 60 anos. Foi a primeira fita que ganhei. Eu acho que o juiz teve compaixão. O porco não era tão seleto, mas eu precisava do incentivo e por isso ganhei quarto lugar. A fita roxa era para os campeões que foram exibidos mais tarde.
“Somente quando nos entregarmos a Deus, poderemos começar a compreender Sua vontade para nós. E se realmente confiamos em Deus, por que não deveríamos sujeitar-nos a Sua amorosa onisciência? Afinal, Ele conhece a nós e nossas possibilidades muito melhor do que nós mesmos.”