
Élder Robert D. Hales - Do Quórum dos Doze Apóstolos
Recebi recentemente uma carta de um amigo de mais de 50 anos, que não é membro de nossa Igreja. Eu havia enviado a ele alguns artigos sobre o evangelho, sobre os quais ele comentou: “Inicialmente foi difícil para eu entender o significado do típico jargão mórmon, como o termo arbítrio. Provavelmente um pequeno glossário seria útil”.
Fiquei surpreso por ele não compreender o significado da palavra arbítrio. Consultei um dicionário on-line. Das dez definições e usos da palavra arbítrio, nenhuma delas expressava a ideia de fazer escolhas para agir. Ensinamos que arbítrio é a capacidade e o privilégio que Deus nos dá de escolher e agir por nós mesmos e não de recebermos a ação 1 . Ter arbítrio é agir com comprometimento e ter responsabilidade por nossas ações. Nosso arbítrio é essencial ao plano de salvação. Com ele, somos “livres para escolher a liberdade e a vida eterna por meio do grande Mediador de todos os homens, ou para [escolher] o cativeiro e a morte, de acordo com o cativeiro e o poder do diabo”. 2
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“Nossos desafios, incluindo os que criamos por nossas próprias decisões, fazem parte de nosso teste na mortalidade. Deixe-me assegurar-lhe que sua situação não está fora do alcance de nosso Salvador. Através Dele, toda a luta pode ser boa e para nossa própria experiência (D&C 122:7). Cada tentação que superamos irá fortalecer-nos, não nos destruir. O Senhor nunca permitirá que soframos além do que podemos suportar (veja I Coríntios 10:13).”
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“Lembro-me quando eu era jovem, pedindo permissão para continuar jogando beisebol na hora do jantar. ‘Basta colocar a minha refeição no forno’, eu disse à minha mãe. Ela respondeu: ‘Robert, eu realmente quero que você faça uma pausa, volte para casa, e esteja com a família no jantar, e então depois você pode sair e brincar até anoitecer.’ Ela ensinou a todos nós que, quando as refeições da família estão acontecendo, não é a comida que é importante, mas a interação da família, que alimenta a alma. Minha mãe ensinou que o maior amor que podemos dar é dentro de nosso lar.”
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“Que tipo de amigos nós somos? Somos o tipo de amigo que as pessoas que nos rodeiam, sabem que será mais fácil para eles viver os princípios do Evangelho, como a Palavra de Sabedoria ou a lei de castidade, quando estão conosco? Será que nossos amigos sabem que nunca terão que escolher entre o que queremos fazer e aquilo que o Senhor deseja que eles façam?”